Entrevistas concedidas pela presidente da ABPREV, a advogada Nildes Carvalho da Silva, em prol da defesa dos direitos constitucionais e previdenciários:

Falta de acordo prejudica aposentados

por

Thiago Pereira REPÓRTER

Publicada em 23/12/2011 23:23:12

Fonte: JORNAL TRIBUNA DA BAHIA. Disponível: http://www.tribunadabahia.com.br/2011/12/23/falta-de-acordo-prejudica-aposentados

A aprovação da proposta orçamentária para 2012 sem o reajuste para os pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham mais de um salário mínimo, votada na última quinta-feira, não caiu bem entre as associações e demais entidades que lutam pelo direito dos aposentados.
A esperança era a de já começar o próximo ano com majoração salarial definida, o que, no entanto, só deve ocorrer após o mês de fevereiro, quando o Congresso retorna do recesso e poderá discutir o aumento dos segurados.

Segundo a advogada Nildes Carvalho, presidente da Associação Brasileira dos Direitos Previdenciários seção Bahia (ABPREV-BA), a falta de acordo político provoca um prejuízo real para os aposentados, que esperavam aumento salarial na faixa de 11%.

“É lamentável. Desse reajuste, 6% correspondia a inflação do ano. É decepcionante o posicionamento do governo. São mais de oito milhões de pessoas que aguardavam um reajuste salarial já para janeiro, e ficarão a ver navios. Muitos desses aposentados são provedores da família e não poderão acompanhar o mercado, que enfrenta um aumento gradativo de preços. Prejudicaram os pensionistas e também o mercado consumidor, que terá menos dinheiro circulando no início do próximo ano”, argumentou.

No Orçamento, há previsão de que essas aposentadorias para quem ganha mais de um salário mínimo serão reajustadas com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que até novembro estava em 5,5%. Nos últimos 12 meses, o acumulado ficou em 6,8%. “A impressão que fica é a de que faltou interesse político para resolver a questão. Não houve respeito nem dignidade no tratamento da questão. Agora temos que nos mobilizar para reverter esse quadro perverso”, disse Nildes Carvalho.

Questão política – Durante a votação, o senador Paulo Paim (PT-RS) foi um dos parlamentares a protestar contra o fato de o Orçamento de 2012 não prever um reajuste acima da inflação para as aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo.

Segundo o senador, faltou “sensibilidade política” ao governo nesta questão. Paim, que fez questão de lembrar que pertence à base do governo, fez um apelo às ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para que o governo reveja a sua posição.

A oposição quer um reajuste de 11,7% para as aposentadorias acima do mínimo, correspondente à correção da inflação, mais um aumento real. O relatório final do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) garante apenas a reposição inflacionária de 6,3%. Esse reajuste, disse Paim, totalizaria R$ 5 bilhões, que voltariam para a economia, uma vez que mais de 90% dos aposentados e pensionistas ganham de dois a três salários mínimos e 10% recebem de três e cinco mínimos.

O senador argumentou ainda que o superávit do Regime Geral da Previdência está em torno de R$16 bilhões, observando que o reajuste dos aposentados, representando algo em torno de R$ 5 bilhões, deixaria ainda um superávit de R$11 bilhões, só na área específica do Regime Geral.

Paim encerrou seu discurso dizendo que, caso a posição dos governistas permaneça irredutível, o Natal dos aposentados será “um Natal triste” e reafirmou que a luta pelo reajuste continuará em 2012.

 

Fonte: JORNAL ATARDE. Disponível: http://atarde.uol.com.br/noticias/5854082

Sáb , 14/07/2012 às 19:07 | Atualizado em: 14/07/2012 às 19:07

Franquia reduz risco de investimento

Da redação

Uma opção interessante para quem quer ter um negócio, mas não tem segurança suficiente para entrar em uma empreitada deste tipo sozinho, é se tornar membro de uma rede já existente como franquia. De acordo com Claudia Bittencourt, diretora do Grupo Bittencourt – Gestão e Desenvolvimento de Negócios em Rede, além de segurança, a pessoa tem a possibilidade de investir pouco capital para ter uma empresa. “O risco com isso diminui bastante, uma vez que o franqueado passa a ter um acompanhamento do franqueador para que o negócio der certo”, garante.
Ela salienta ainda que é importante que, na hora de escolher uma franquia, o candidato escolha uma área que tenha interesse. “É um ponto essencial para o sucesso do futuro negócio, já que ele estará trabalhando com algo que tem um conhecimento prévio da área”, informa. Por conta disso, antes de uma rede inclui-la entre os franqueados, é feita uma avaliação do perfil do candidato e se ele tem condições para iniciar o empreendimento e de manter o padrão exigido pela marca. Desta maneira, evita-se que o investimento seja prejudicado antes da empresa deslanchar.
Outro fator relevante diz respeito ao custo de se ter uma franquia. Segundo Claudia, o investimento inicial, no caso das microfranquia, pode ser de até R$ 50 mil. “Fora isso, há custo com outras etapas que envolvem a assinatura de contrato, como o pagamento dos royalties, que pode ser feito de forma fixa ou por percentagem mensalmente à empresa franqueadora”, avisa Cláudia. Há ainda o pagamento para o uso e a estrutura da marca, que pode oscilar de 30% a 50% do investimento inicial. Essa cobrança, explica ela, é feita no ato da formalização da parceria.
A advogada Nildes Carvalho, presidente da Associação Brasileira de Defesa dos Direitos Previdenciários, Acidentários e Consumidor, alerta para as vantagens oferecidas pelos bancos. “É sempre bom pesquisar as taxas de juros vigentes para verificar a melhor vantagem e buscar também o auxílio de um advogado para a legalização do negócio”, pontua ela.

A Caixa Econômica Federal, por exemplo, oferece incentivo às pessoas que querem abrir uma franquia em diversas áreas por meio do Programa de Geração de Emprego e Renda. O banco pode cobrir, por meio deste plano, até 60% do valor do investimento. O valor máximo, no entanto, não pode ultrapassar R$ 400 mil.